A Moda, como a Vida, faz-se de atitude. Faz-se de compromisso e decência, como se faz de bom senso e elegância. Mais do que estar elegante, é preciso sê-lo; mais do que estar "bonito" é preciso ser Bonito.
Há - ou deveria haver... - um compromisso inerente com a "atitude", com esse modo de agir: um compromisso de honra. Há - ou era preciso que houvesse - um compromisso. Mas assumir compromissos custa, exige de nós, dói. E ainda que a possível recompensa de nos comprometermos seja altamente satisfatória, prefere-se o "não-compromisso", uma pseudo-liberdade, um ridículo desprendimento ou frieza.
Custa ser elegante. Dói, a justiça de uma atitude correcta.
Acabassem as friezas racionais, o cinzentismo, as coisas "giras"... Para quê uma mediania de sentimentos e actos? Porque não plenitudes e maximizações, ou totalidades? Para quê "estar"? Será o medo de "ser"?
Um conduz ao outro...
Assim, quem não sabe Ser nunca vai conseguir Estar.
Nem na Moda, nem na Vida. E esta última é mais preocupante.